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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Educação: Ensino precisa passar por renovação urgente!

O artigo escrito por Andrey Gonçalves dos Santos apenas reafirma o que outros especialistas e educadores já vem argumentando a um bom tempo. A educação brasileira está parada no tempo e, movida pelas pressões de coletivos, movimentos e grupos de pressão da sociedade, ela foi dominada por uma pedagogia enviesadamente esquerdista, que está muito mais preocupada em atender a esses grupos de pressão, do que mediar o conhecimento e preparar o aluno para a vida e o mercado de trabalho.

     Por Andrey Gonçalves dos Santos

Nos últimos meses venho debatendo e colocando à prova que o atual método de ensino precisa passar por uma renovação. Afinal, por que a evasão das salas de aulas tem aumentado tanto? Não se trata de uma única razão, mas um conjunto de fatores que tornaram o ensino desinteressante.

A escola não forma um profissional


Alunos aprendem sem saber como aplicar

Infelizmente é uma constatação. A escola forma verdadeiros “fazedores de lição” que repetem o que é jogado no quadro como se fossem papagaios. Alunos do Ensino Fundamental e Médio formados pela rede pública se formam sem nenhum preparo para o mercado de trabalho. Não há uma preocupação em direcionar a criança e o adolescente para uma carreira e o resultado é catastrófico. Milhares de jovens formados, simplesmente não têm ideia do que gostariam de fazer. As carreiras continuam sendo as mesmas procuradas a décadas porque a escola não abre os horizontes do aluno. Este é um dos principais fatores geradores do descrédito do ensino e, consequentemente, pelo aumento da evasão escolar. A grande queixa é:
Vou empatar meu tempo em algo que não me serve para nada.
Como se as disciplinas convencionais não fossem importantes e isto não é verdade.

Foco e direcionamento do ensino


As disciplinas convencionais são imprescindíveis para o aprendizado completo do ser humano, mas falta dar um direcionamento, um foco, um objetivo para cada disciplina oferecida.
Hoje as disciplinas são apresentadas aos alunos de maneira compulsória quando seria mais atraente para o aprendizado demonstrar onde cada ponto pode ser aplicado, estimulando a percepção e até a curiosidade do aluno em aplicar os novos conhecimentos nas mais diversas profissões.
As Leis da Física são necessárias para criar os melhores jogos de videogames
Certamente esta informação tornaria as aulas de Física mais interessantes para os alunos que começam a estudar fórmulas e mais fórmulas sem sequer saber para que estão aprendendo a calcular. A velocidade de um passarinho de 200 gramas arremessado a uma altura de 100 metros em um ângulo de 45 graus sob a força da gravidade da Terra faz com que ele caia a uma distância a ser calculada por estas fórmulas. Se este mesmo passarinho for arremessado em Marte, a distância atingida seria diferente e calculada pelas mesmas fórmulas. Alguém reconhece este jogo? Preciso falar mais a respeito de como a gamefication pode ajudar no ensino de tudo?
Gamification é o processo que utiliza conceitos e tecnologias de jogos para atrair, reter e aumentar o uso de um site ou de um serviço. Tipicamente, a ideia é incentivar os membros a participarem de desafios ou tarefas especialmente projetadas, para que tenham o comportamento desejado. Ao participarem de forma satisfatória, conquistam pontos ou atingem um determinado status.

Angry Birds é um exemplo de jogo que aplica as leis da Física

Então, quando pedirmos ao aluno para atingir os porquinhos arremessando um dos passarinhos, estamos, indiretamente, fazendo com que o aluno aplique as fórmulas para alcançar um objetivo e marcar pontos! Percebam como o ensino da Física está sendo dado de uma maneira aplicada e completamente direcionada aos interesses do aluno, tornando o aprendizado mais agradável, divertido e natural. Sem dúvida, o professor que souber trabalhar aplicando esta metodologia terá resultados mais eficientes com os alunos que, por sua vez, desenvolverão um interesse espontâneo pelo aprendizado da disciplina. Sugiro a leitura do artigo Reeducação Lógica para melhor compreensão.

Reciclagem dos educadores


Aplicar novas metodologias e conceitos ao atual modelo de ensino requer mais do que tecnologia. É preciso reciclar os educadores para que estejam aptos a interagir com os alunos através de uma nova didática. Tudo o que conhecemos mudou nas últimas décadas e fica fácil perceber isso ao observar as crianças desta geração e comparar com as gerações anteriores. Um exemplo muito simples é comparar as últimas quatro gerações. Vamos lá…
* Meus avós sequer entendiam com clareza o uso da tecnologia.
* Meus pais compreendiam a importância da tecnologia, tanto que me influenciaram a estudar informática.
* Eu não só tenho fluência no manuseio da informática como sou profissional da área.
* Minha filha lida com smartphone, tablet, MP4, e-mails, jogos eletrônicos, redes sociais e fala com muita naturalidade sobre estas questões desde que aprendeu a falar, praticamente.
Adivinhem como serão as próximas gerações… Mais íntimas da tecnologia e mais cedo! Notem que a tecnologia passa a ser algo tão natural que a maneira como pensamos sobre determinadas coisas mudou e sequer nos demos conta disso! Portanto, se este pensamento e a maneira de lidar com a tecnologia em nossas vidas mudou, significa que nos tornamos mais produtivos, conectados, exigentes… Assim como os alunos também não poderiam ser diferentes. Estão cada vez mais exigentes, com poder cognitivo mais apurado e precisando de desafios maiores na escola que se justifiquem.

Melhor remuneração e fidelização do professor


Desde que comecei a lecionar não pude deixar de notar a quantidade de instituições que um professor chega a trabalhar. Isso acaba acontecendo porque a instituição não oferece uma quantidade de aulas suficientes para que o professor consiga uma estabilidade financeira. O resultado é o desgaste e perda de tempo do professor no deslocamento entre as instituições, além de comprometer o rendimento dentro das salas de aulas. Infelizmente, alguns professores largam a turma mais cedo para ter tempo hábil de chegar no horário em outra instituição. Quem sofre com isso são os alunos que acabam perdendo este tempo sem o devido acompanhamento do professor. Isso acontece porque a remuneração é baixa e fidelizar o professor não parece ser uma prioridade da maior parte das instituições (dedicação exclusiva). Contudo, a remuneração de um professor do Ensino Médio não é das piores, chegando a quase 20 reais / hora aula. Ainda existem algumas considerações a serem feitas como um percentual a mais para cobrir o tempo gasto fora da sala de aula para elaboração de material, correções de provas, lançamento de frequência e notas. Outro ponto positivo é a qualidade de vida, onde o professor usufrui de um recesso e férias todo ano. Claro que professor trabalha muito mais do que o período nas salas de aula. As atividades levadas para casa são muitas e, dependendo da didática do professor, 1 hora de aula pode representar até 2 horas de trabalho fora da sala. Sendo assim, é impossível comparar a remuneração de um professor com qualquer outra profissão no mercado de trabalho. Infelizmente isso faz com que poucas pessoas pensem em dedicar seu tempo a lecionar e ser professor acaba se tornando um trabalho de renda complementar (bico). Se é um trabalho para renda complementar, então não é a principal atividade e, consequentemente, não terá a dedicação devida. Professores melhores remunerados e com segurança dentro de uma única instituição é o primeiro passo para pensarmos em melhorar metodologias, didática e reciclagem dos educadores.

Professor com experiência de mercado


Está ligado ao assunto abordado anteriormente, sendo o item de maior relevância dentro do trabalho que venho realizando. O melhor professor é aquele que tem maior bagagem a oferecer no preparo dos alunos, principalmente para enfrentar o mercado de trabalho. Professores de disciplinas da grade curricular padrão (língua portuguesa, matemática, física, geografia, história, química, etc…) bastam passar pela reciclagem didática e estarão aptos a continuar oferecendo todo conteúdo com melhor qualidade e dentro dos moldes que conversamos em Foco e direcionamento do ensino. No entanto, professores de disciplinas técnicas precisam oferecer conteúdo atualizado e alinhado com o mercado de trabalho atual. Não adianta querer ensinar apenas o que aprendeu na universidade. Por este motivo eu aposto muito no professor que vem do mercado de trabalho com muita bagagem para repassar aos seus alunos. Eu trabalhei por mais de 20 anos no mercado de tecnologia da informação, desde programador, analista de sistemas, analista de negócios, gestor de projetos e, nos últimos anos, gestor de TI, antes de tomar a decisão de lecionar. O resultado nas salas de aulas são surpreendentes, mantendo os alunos interessados e focados no aprendizado o tempo todo. Falar sobre assuntos que domino amplamente e poder compartilhar com meus alunos é tão bom que as extensas aulas do Pronatec passam rapidamente e, por muitas vezes, passamos do horário continuando o assunto que aguçou a curiosidade dos alunos. O melhor de tudo é ouvir dos próprios alunos a proposta de umas aulas extras, além da grade curricular.

Steve Jobs em discurso memorável em Stanford - EUA

O trabalho de um professor técnico vai além da sala de aula, recomendando blogs, comunidades interessantes, compartilhando artigos, encaminhando para cursos relevantes e preparando o aluno para encarar as dificuldades do mercado de trabalho. Acima de tudo, fazer com que o aluno viva a experiência e dificuldades dentro da sala de aula para que sua estreia não seja no primeiro emprego. Resumindo, dentro da sala de aula o que conta é a experiência a ser passada com segurança. Imaginem o nível das aulas se tivéssemos estes profissionais experientes lecionando disciplinas técnicas. Juízes, advogados, dentistas, engenheiros, gestores, analistas, programadores e todas as demais áreas com seus profissionais dedicando parte do seu tempo para lecionar. Imaginem o nível de profissionais que estaríamos formando e que, com o passar do tempo, estes novos profissionais também dedicariam parte do seu tempo para lecionar, gerando uma corrente positiva para todos nós e para o desenvolvimento contínuo de todo o país. Se tantas correntes inúteis acabam se tornando virais, que mal haveria se esta corrente prosperasse?

  SANTOS, Andrey Gonçalves dos. Educação: Ensino precisa passar por renovação urgente! Disponível em: <https://andreykurka.wordpress.com/2015/01/03/ponto-forte-do-educador/>. Acesso em: 17 fev. 2015.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O que você escreve nas redes sociais?

    Os artigos e reportagens que se seguem abordam situações que vem se tornando bastante corriqueiras. Antes do advento da internet a opinião (pública ou privada) dos indivíduos comuns ficavam restritas às cartas que eram enviadas as redes de TV, jornais, revistas ou outros tipos de periódicos, pesquisas de opinião pública e trocas de correspondências entre os próprios indivíduos. Com a chegada da internet, das redes sociais e da banda larga, ter um perfil no Orkut, Facebook, Twitter, Instagran ou manter um blog pessoal deixou de ser algo restrito às mentes pensantes e formadores de opinião. Hoje, absolutamente, qualquer indivíduo pode manifestar seus pontos de vista nas redes sociais e criar grupos de pessoas que possuam perfis e interesses comuns. Se por um lado isso é revolucionário, por outro vem dando muita dor de cabeça, porque as pessoas habituaram-se exageradamente ao uso das tecnologias ao ponto de deixarem em segundo plano os relacionamentos interpessoais, ao mesmo tempo que a exposição da opinião pessoal na rede vem nutrida - em muitos casos - de uma forte dose de rancor, ódio e desprezo pelas pessoas que pensam de forma diferente. Logo, muito cuidado com o que você posta ou escreve publicamente.




Direito de ser invisível

     Confesso que o Sr. Mario Costeja González, tem todo o direito de lutar por aquilo que acredita, acionando a justiça para rever uma posição que ele considerava ser desfavorável a sua imagem. Mas, a discussão foi levantada e precisamos refletir sobre ela. De que maneira a internet deve se comportar com minhas informações quando expostas publicamente e com o meu consentimento, mas logo depois ser obrigada a retirá-las de circulação, pois as mesmas informações agora me colocam diante de situações constrangedoras ou vexatórias? É uma questão muito difícil, pois a partir do momento que uma informação é tornada pública, indexada em blogs ou nas redes sociais, fica muito difícil retirá-la de circulação, sobretudo, porque atualmente existem mídias portáteis de armazenamento extremamente potentes, levando as pessoas a multiplicarem conteúdos, que podem aparecer em outros momentos, a partir do armazenamento desses dados. Por outro lado, existe outra questão muito bem abordada pelo artigo: e se todos começarem a solicitar o mesmo procedimento? Ou seja, a internet só tornará público aquilo que interessar ao indivíduo? E se políticos e empresas envolvidas em corrupção tomarem a mesma atitude, como ficará a web? Como o cidadão e o público terão acesso às informações? E se governos aproveitarem o mesmo procedimento para impor uma forma de censura aos seus cidadãos? São dilemas para o século XXI.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Quem viu primeiro?

    Essa pequena reportagem explica detalhadamente como ocorrem os atrasos na reprodução de imagens entre as diferentes plataformas de mídia televisiva, gerando aquela comemoração antecipada do vizinho do lado, com o seu radinho de pilha e TV de tubo, daquelas bem antigas.